O streetwear começou a ganhar o mundo na década de 1990, com a ascensão do movimento hip-hop, em Nova York, e o crescimento do surf na Califórnia. Seus passos, no entanto, foram dados 10 anos antes, com outras tendências mais variadas da época, oriundas de gêneros artísticos como pop, rock e punk.
Uma expressão da personalidade e uma essência que atravessa o mundo da moda, provocando impactos sociais e políticos. Assim é o streetwear, termo em inglês que significa Roupa de Rua, estilo que traz uma forma de se vestir mais casual, unindo peças esportivas, de skate, de surf e até mesmo de culturas musicais, como o punk e o rock.
Mas, com roupas largas, peças folgadas e outros itens, como joias, o streetwear acabou casando-se com o hip-hop, em uma união que perpassa estilos e mergulha em uma profunda discussão sobre movimentos políticos, levando a moda para o público das ruas.
Naturalmente, as narrativas da época se encontraram e provaram, em mais um dos inúmeros exemplos, como mostramos os posicionamentos políticos e sociais por meio das peças usadas, mesmo que nem sempre as pessoas estejam totalmente conscientes desse processo. O streetwear, dentro dessa perspectiva, continua a trazer, ainda hoje, debates e manifestações importantes por meio das vestimentas.
Representatividade
Para a designer de moda Laís Dairel, essa representação repercute com uma imensa força social. A roupa, além de vestir uma pessoa, é um objeto que pode ganhar vida e levar visibilidade para as camadas mais pobres da sociedade, aparecendo como instrumentos de atitude e discurso. Atualmente, o streetwear é uma tendência que foi apropriada pelas marcas de luxo, muito por conta do gosto da nova geração pela forma livre e despojada proporcionada pelo estilo. Além disso, a profissional acredita que essa direção seguida pela juventude surge com desejo de se encaixar em algum lugar, com roupas que, um dia, nunca pensaram que poderiam usar.
